O Senado dos EUA não conseguiu avançar com a Lei de Autorização da Defesa Nacional (NDAA) anual, no valor de 1,15 biliões de dólares, depois de uma votação não ter alcançado o número de votos necessário para fazer avançar a legislação.
A medida foi rejeitada por 50-46, ficando aquém dos 60 votos necessários para prosseguir.
A votação dividiu-se maioritariamente segundo linhas partidárias, com o líder da maioria no Senado, John Thune, a alterar o seu voto de “sim” para “não”, de forma a manter a possibilidade de voltar a apresentar a proposta para reconsideração numa data posterior.
Quatro senadores estiveram ausentes da votação: John Fetterman, Jim Justice, Mitch McConnell e Alex Padilla.
Disputas sobre financiamento
A NDAA foi aprovada pelo Comité das Forças Armadas do Senado no mês passado, com uma votação bipartidária de 18-9, mas as divergências entre republicanos e democratas intensificaram-se nas últimas semanas.
Os legisladores não conseguiram resolver os desacordos sobre os limites globais de despesa com defesa e sem defesa, impedindo que a legislação avançasse no plenário do Senado.
Os democratas também apontaram o novo conflito militar dos EUA com o Irão como uma das principais razões para se oporem à moção processual.
Criticaram a decisão do Presidente Donald Trump de não solicitar autorização ao Congresso para a operação militar, iniciada a 28 de fevereiro, argumentando que a administração contornou o Congresso ao lançar a campanha.
A votação falhada deixa o projecto anual de autorização da defesa bloqueado no Senado, sendo esperado que os líderes republicanos voltem a analisar a medida numa fase posterior.


















