MÉDIO ORIENTE
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“Pirataria marítima”: Irão denuncia a apreensão de um navio de carga pelos EUA no Golfo de Omã
“Teerão utilizará todas as suas capacidades para defender os seus interesses e a sua segurança nacionais, bem como para salvaguardar os direitos e a dignidade dos iranianos”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
“Pirataria marítima”: Irão denuncia a apreensão de um navio de carga pelos EUA no Golfo de Omã
As forças americanas patrulham perto do navio de carga M/V Touska, de bandeira iraniana, após a sua apreensão no Mar Arábico, a 20 de abril de 2026. / Reuters

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão condenou a recente apreensão, por forças dos EUA, de um navio de carga alegadamente a tentar contornar um bloqueio aos portos iranianos.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Islâmica do Irão condena veementemente a ação ilegal e violenta do ‘exército terrorista’ dos EUA ao atacar o navio comercial iraniano ‘Touska’, ocorrida no domingo”, afirmou o ministério num comunicado divulgado na terça-feira.

Classificando o incidente como uma “forma de pirataria marítima e um ato terrorista”, o comunicado afirmou que este violou o direito internacional, bem como um cessar-fogo de duas semanas com os EUA que teve início a 7 de abril.

O Irão exigiu a libertação do navio com bandeira iraniana, bem como da sua tripulação e respetivas famílias.

“Sem dúvida, a República Islâmica do Irão utilizará todas as suas capacidades para defender os seus interesses e a sua segurança nacionais, bem como para salvaguardar os direitos e a dignidade dos iranianos”, acrescentou, defendendo que a responsabilidade por uma “nova escalada” recairá sobre os EUA.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou no domingo que forças navais norte-americanas apreenderam o navio de carga iraniano Touska no Golfo de Omã, após este alegadamente se ter recusado a cumprir as instruções do bloqueio.

O CENTCOM afirmou na segunda-feira que as forças norte-americanas já ordenaram a 27 navios comerciais que invertessem a rota ou regressassem a um porto iraniano desde o início do bloqueio naval aos portos do Irão, a 13 de abril.