Numa declaração, o Conselho de Combate ao Muro de Separação e aos Colonatos Judeus, ligado à Organização de Libertação da Palestina (OLP), sublinhou que esta medida surge imediatamente depois de 12 países ocidentais terem decidido impor restrições aos produtos provenientes dos colonatos judeus e apelado a Israel para que suspenda a expansão dos colonatos.
Foi recordado que o Governo de Netanyahu aprovou 104 novos colonatos judeus desde que chegou ao poder, no final de 2022, e criou 160 novos núcleos de colonatos agrícolas judeus.
A declaração refere que 13 planos, que incluem a construção de 365 novas habitações no colonato de Maale Amos, em Belém, e de 200 no colonato de Talmon, em Ramallah, chegaram à fase de aprovação final e entrada em vigor.
A declaração acrescenta que, no âmbito da nova estratégia, considerada a parte mais crítica das medidas em análise, se pretende criar de raiz três novas áreas de colonatos judeus, denominadas Amihai, na fronteira entre Ramallah e Nablus, Ein Yitav, em Jericó, e Maoz Tzvi, nos territórios de Jenin. “Além destes projectos, que irão abranger uma área total de 1.125 dunams e incluir 749 habitações, prevê-se a continuidade das medidas de expansão na região, com a construção de mais 95 habitações no colonato de Peduel e de 259 no colonato de Alei Zahav, na cidade de Salfit.”
A declaração indicou ainda que serão acrescentadas duas habitações ao colonato judeu de Givat Zeev, na Jerusalém Oriental ocupada.
O Conselho afirmou que estas medidas demonstram que a política de Israel não se limita a expandir os colonatos existentes, mas visa também criar novos centros de colonização judaica, completamente novos e permanentes, em toda a Cisjordânia.
Segundo o direito internacional, a Cisjordânia, ocupada por Israel em 1967, é considerada território do futuro Estado palestiniano, encontrando-se Israel nessa região na condição de potência ocupante.
A transferência da própria população para o território ocupado e a introdução de alterações relacionadas com a propriedade nesse território por parte da potência ocupante são consideradas contrárias ao direito internacional.
Apesar disso, as autoridades israelitas têm acelerado, nos últimos anos, a expansão dos colonatos ilegais existentes e a construção de novos colonatos na Cisjordânia ocupada.
















