Fortes sismos atingiram tanto a Venezuela como o Japão, tendo os abalos registados na Venezuela levado à emissão de alertas e avisos localizados de tsunami na região.
Edifícios colapsaram em várias zonas da Venezuela depois de sismos de magnitude 7.5 e 7.2 terem atingido o país. As autoridades alertaram que a dimensão total da destruição ainda não é conhecida.
A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou o estado de emergência, afirmando que o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, sofreu danos graves e foi encerrado.
Rodríguez anunciou ainda o encerramento das escolas, a suspensão dos serviços de metro e ferroviários e a interrupção de todas as actividades não essenciais. Ordenou também a ativação do Estado-Maior das Forças Armadas sob o comando-geral da Guarda Nacional Bolivariana.
O Secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, juntou-se às crescentes manifestações internacionais de solidariedade, escrevendo na rede social X:
“Apresentamos as nossas mais profundas condolências às famílias que sofreram perdas e desejamos força, segurança e uma rápida recuperação a todas as comunidades afetadas neste momento.”
O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou que Washington já estava a coordenar assistência.
“Os Estados Unidos estão ao lado do povo venezuelano após os devastadores sismos desta noite. Estamos em contacto com as autoridades e a mobilizar ajuda”, escreveu Landau na plataforma X.
O Presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou que o seu governo ofereceu apoio de emergência através do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
“300 socorristas e paramédicos, juntamente com 50 toneladas de equipamento, medicamentos e bens essenciais, estão prontos para partir para Caracas”, escreveu Bukele numa publicação na rede X.
Sem alerta de tsunami no Japão
No Japão, não foi emitido qualquer alerta de tsunami.
Segundo as autoridades japonesas, o epicentro do sismo localizou-se ao largo da costa da Prefeitura de Iwate, a uma profundidade de cerca de 50 quilómetros. Não se prevêem danos provocados por tsunami, para além de ligeiras alterações do nível do mar.
O sismo atingiu a Prefeitura de Aomori com uma intensidade de 6+ na escala sísmica japonesa de 0 a 7, um nível em que normalmente “é impossível permanecer de pé ou deslocar-se sem gatinhar”, indicou a agência meteorológica japonesa.
A empresa Tohoku Electric Power informou que não foram detetadas irregularidades nas centrais nucleares de Onagawa e Higashidori, esta última actualmente desativada, após o abalo.
A East Japan Railway anunciou a suspensão de alguns serviços ferroviários, incluindo os comboios de alta velocidade Tohoku Shinkansen, na sequência do sismo.
Os terramotos são frequentes no Japão, um dos países com maior actividade sísmica do mundo. O país regista cerca de um quinto de todos os sismos de magnitude igual ou superior a 6 que ocorrem globalmente.













