O representante de Israel na semifinal do Festival Eurovisão da Canção foi vaiado por alguns membros da plateia quando subiu ao palco em Viena, Áustria.
O concurso, que celebra este ano a sua 70.ª edição, mergulhou numa crise devido ao genocídio em Gaza, com os organismos públicos de radiodifusão de cinco países — incluindo Espanha, Países Baixos e Irlanda — a boicotarem o evento devido à participação de Israel.
Os telespectadores que acompanhavam a semifinal pela televisão ouviram ao longe cânticos de “Parem, parem o genocídio” e “Palestina livre” quando Noam Bettan iniciou a sua actuação com a canção Michelle, que garantiu lugar na final de sábado.
“No início, ouvi muitas vaias, mas tudo bem. Faz parte do espetáculo”, disse Bettan, de 28 anos, numa entrevista na quarta-feira.
Tensões aumentam devido aos protestos
A European Broadcasting Union e a emissora anfitriã ORF emitiram um comunicado a confirmar que um membro do público, próximo de um microfone, expressou em voz alta a sua opinião durante a transmissão em direto.
“Essa pessoa foi posteriormente retirada por continuar a perturbar o público. Outras três pessoas também foram retiradas da arena por comportamento perturbador”, acrescenta o comunicado.
As emissoras que aderiram ao boicote, entre as quais também se encontram a Islândia e a Eslovénia, afirmaram estar a protestar contra o genocídio levado a cabo por Israel em Gaza.
Israel matou mais de 73 mil palestinianos e deixou grande parte de Gaza em ruínas.
Espera-se que as audiências televisivas sejam mais baixas este ano, uma vez que os países que aderiram ao boicote não estão a transmitir o evento.



















