MÉDIO ORIENTE
2 min de leitura
Irão afirma que mísseis estão prontos, enquanto as ameaças israelitas a Beirute suscitam receios
Um conselheiro sénior do líder supremo do Irão alertou para uma resposta mais firme a qualquer novo conflito, associando a segurança do Líbano às negociações regionais em curso e aos frágeis esforços de trégua.
Irão afirma que mísseis estão prontos, enquanto as ameaças israelitas a Beirute suscitam receios
Ataques israelitas no Líban alimentam preocupações de que o conflito possa se alastrar novamente.

Um dos principais conselheiros militares do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, afirmou na quinta-feira que foram preparados mísseis para lançamento em resposta às ameaças israelitas contra os subúrbios do sul de Beirute, sublinhando o apoio contínuo de Teerão ao Hezbollah num contexto de tensões regionais crescentes.

Em declarações à televisão estatal iraniana, Mohsen Rezaei acusou Israel de recorrer a táticas de pressão no Líbano para ganhar vantagem nas negociações que envolvem o Irão.

Ele advertiu que o Líbano continuaria a ser fundamental para qualquer futuro acordo regional e reiterou o compromisso de Teerão em apoiar os seus aliados.

Rezaei afirmou que o apoio do Irão ao Hezbollah era uma questão de credibilidade estratégica, argumentando que os países que abandonam os seus parceiros correm o risco de enfraquecer a sua influência e prestígio.

Ele também advertiu que qualquer novo confronto exporia o norte de Israel a condições «muito mais difíceis» do que as vividas durante o recente conflito de 40 dias.

Estreito de Ormuz e os fundos congelados continuam a ser pontos de pressão fundamentais

Rezaei descreveu o Estreito de Ormuz como um poderoso meio de dissuasão sob o controlo do Irão, afirmando que a via navegável deve permanecer aberta ao comércio, mas não servir de plataforma para pressão militar.

O conselheiro apelou também à libertação de, pelo menos, 24 mil milhões de dólares em ativos iranianos congelados, argumentando que tal medida ajudaria a reforçar a confiança nos esforços diplomáticos em curso.

Os comentários surgem num contexto regional volátil. As tensões aumentaram após os ataques dos EUA e de Israel ao Irão no início deste ano, desencadeando ataques de retaliação por parte de Teerão e o encerramento temporário do Estreito de Ormuz. Embora um cessar-fogo mediado pelo Paquistão tenha entrado em vigor em abril, as negociações para um acordo mais abrangente continuam frágeis.

No Líbano, os combates continuaram apesar do cessar-fogo alcançado em meados de abril. Os ataques israelitas e as ameaças de alargar a invasão à zona de Beirute alimentaram receios de que o conflito possa alargar-se novamente, mesmo com os esforços de mediação liderados pelos EUA a procurarem preservar a trégua.

RelacionadoTRT Português - Membros do Conselho de Segurança da ONU pedem que Israel se retire do sul do Líbano