O chefe do Estado-Maior General dos EUA, general Dan Caine, afirmou que se entrou numa nova era da guerra e que as forças norte-americanas devem preparar-se para combater não só na órbita da Terra, mas também em torno da Lua, depois de os EUA terem anunciado, pela primeira vez, o lançamento de armas para o espaço.
Dan Caine afirmou, numa conferência sobre o Ar, o Espaço e o Ciberespaço, realizada perto de Washington, perante militares e representantes do sector, que o exército norte-americano deve começar desde já a adaptar-se para estar “preparado para combater, resistir e vencer em qualquer lugar, desde o fundo do mar até à órbita lunar”.
A declaração de que o exército norte-americano está preparado para combater na região entre a órbita terrestre elevada e a Lua surgiu depois de o secretário da Força Aérea, Troy Meink, ter anunciado, na mesma conferência, que os EUA estão a desenvolver “armas de controlo espacial em órbita”.
As declarações de responsáveis militares sobre armas espaciais nos últimos dias constituem um afastamento das tradições e dos entendimentos internacionais há muito estabelecidos, segundo os quais o espaço deve ser utilizado exclusivamente para fins pacíficos e não deve ser militarizado.
O Tratado do Espaço tinha sido assinado
O Tratado do Espaço Exterior, assinado em 1967 pelos EUA e pela China, estabelece que corpos celestes como a Lua devem ser utilizados exclusivamente para fins pacíficos, que não podem ser colocadas armas nucleares no espaço e que os países são responsáveis pelos danos causados pelos seus objectos espaciais.
Há dois anos, na sequência de relatos norte-americanos de que a Rússia estaria a desenvolver uma arma baseada no espaço, foi lançada uma nova iniciativa nas Nações Unidas para reforçar as medidas contra a militarização do espaço.























