O Secretário-Geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, apelou à criação de uma governação global para a inteligência artificial, defendendo que esta tecnologia deve ser moldada por todos os países, e não apenas por um grupo restrito de Estados ou empresas.
António Guterres discursou na cerimónia de abertura da Conferência Mundial sobre Inteligência Artificial 2026, realizada em Xangai, na China, sob o tema “Parceria para uma Inteligência Artificial ao Serviço de um Futuro Melhor”.
Guterres afirmou que a inteligência artificial representa simultaneamente uma das maiores oportunidades e um dos maiores riscos do século XXI. “A tecnologia que irá moldar o futuro da humanidade deve ser moldada por toda a humanidade. A inteligência artificial não pode ser controlada por um grupo de países ou de empresas. Todos os países devem ter um lugar à mesa”, declarou.
“Um terço da população mundial continua sem acesso à Internet”
O Secretário-Geral salientou que a inteligência artificial tem potencial para melhorar áreas como a saúde, a educação, a segurança alimentar e o emprego, mas alertou para o risco de os países em desenvolvimento ficarem para trás.
Sublinhando que o desenvolvimento da inteligência artificial continua concentrado em determinados países e empresas, Guterres afirmou: “Um terço da população mundial continua sem acesso à Internet.”
Ao defender uma governação global para a inteligência artificial, Guterres identificou três prioridades: reforçar a capacidade dos países em desenvolvimento nesta área, estabelecer normas internacionais de segurança e promover a sustentabilidade ambiental.
Chamando ainda a atenção para o impacto da inteligência artificial nas crianças, deixou um aviso: “Nenhum sistema de inteligência artificial deve ser colocado nas mãos de crianças antes de estar comprovadamente demonstrada a sua segurança.”




















