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Hierarquia do ByLock na tentativa fracassada de golpe de Estado de 15 de julho de 2016
Foi revelado que o ByLock era a principal rede de comunicação encriptada utilizada pelos membros da Organização Terrorista Fetullahista (FETÖ) para planear a tentativa de golpe de Estado e outras operações.
Hierarquia do ByLock na tentativa fracassada de golpe de Estado de 15 de julho de 2016
Hierarquia do Bylock, que toda a Türkiye conheceu com a tentativa falhada de golpe de 15 de julho de 2016.

A aplicação de mensagens instantâneas ByLock tornou-se conhecida em toda a Türkiye na sequência da tentativa falhada de golpe de Estado de 15 de julho de 2016.

Mais tarde, foi revelado que se tratava da principal rede de comunicação encriptada utilizada pelos membros da Organização Terrorista Fetullahista (FETÖ) para planear a tentativa de golpe e outras operações. A organização recorria a esta aplicação para coordenar todas as suas actividades clandestinas.

Segundo fontes de segurança, após a identificação do ByLock, um dos aspetos que mais chamou a atenção foram os números de identificação (ID) atribuídos aos membros da FETÖ. Verificou-se que os utilizadores não eram identificados pelos seus nomes, mas sim pelos números que lhes eram atribuídos.

Os números de ID, iniciados a partir do número um, refletiam a importância e a antiguidade de cada membro dentro da organização. As investigações concluíram ainda que o número total de identificações atribuídas ultrapassava as 215 mil.

Membros mais importantes da FETÖ figuravam entre os primeiros mil IDs

A análise dos IDs do ByLock mostrou que, numa fase inicial, a aplicação era utilizada apenas pelos chamados membros “confidenciais”, pelos dirigentes de topo e por elementos considerados importantes da organização. Só posteriormente o uso da aplicação foi alargado aos restantes membros.

Entre os primeiros 100 IDs encontra-se o antigo diretor da polícia Erol Demirhan, membro da FETÖ e actualmente detido, que também foi julgado no processo relativo ao alegado complô contra o Serviço Nacional de Informações da Türkiye (MİT). O seu número de ID era o 27.

Logo a seguir surge Oğuz Kiremitçi, antigo vice-diretor da Polícia de Ancara e também apontado como membro da FETÖ, com o ID número 28.

Outro nome de destaque entre os primeiros 100 IDs é Serkan Şahan, identificado com o número 40, um dos arguidos no processo relativo ao assassínio do jornalista arménio Hrant Dink.

O utilizador com o ID número 43 é Cengiz Özkan, apontado como superior hierárquico de Cemal Karaata, alegado mentor do assassínio do embaixador russo Andrei Karlov.

Outro nome referido é Mehmet Yaşa, descrito como o chamado “imã da FETÖ nos Estados Unidos”. Titular do ID número 49, Yaşa é apontado como um dos responsáveis pela alegada transferência de cerca de 30 milhões de dólares pertencentes à organização para a empresa Atlanta Star Chain.

Cevheri Güven também figura entre os IDs considerados importantes

A análise dos IDs do ByLock é apresentada como um reflexo claro da posição hierárquica dos membros dentro da organização. Entre os nomes destacados surge também o jornalista foragido Cevheri Güven, conhecido pelo seu alegado apoio à FETÖ. Embora não figure entre os primeiros mil IDs, é referido como o jornalista com a posição mais elevada entre os membros da organização.

Conhecido por apoiantes do Governo turco como o “Goebbels da FETÖ”, Cevheri Güven tinha o ID número 3320, o que, segundo esta interpretação, demonstraria a relevância que lhe era atribuída pela organização em comparação com outros jornalistas ligados ao grupo.

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