Rutte, von der Leyen e Costa fizeram declarações aos jornalistas no primeiro dia da 36.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da NATO, sediada em Ancara.
Mark Rutte afirmou que, para a NATO, são importantes a resiliência, as infraestruturas, a indústria de defesa e também o financiamento, e que a UE tem sido extremamente bem‑sucedida em assumir esse compromisso.
Rutte assinalou que 23 dos 27 membros da UE são também membros da NATO e disse: "Estamos confrontados com a ameaça russa. Sabemos que os russos colaboram com a Coreia do Norte, a China e o Irão; não podemos ser ingénuos. Temos de estar unidos e é precisamente isto que estamos a fazer."
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou estar muito satisfeito com a cooperação estratégica entre a NATO e a UE, acrescentando que os Estados‑membros têm cumprido os seus compromissos, que a Europa assume mais responsabilidade pela sua própria defesa e que agora deve continuar nesse caminho.
Costa declarou: "A mensagem clara que os cidadãos europeus esperam da cimeira de Ancara é que podemos continuar a confiar na NATO para a nossa defesa e para a dissuasão, baseada numa relação transatlântica extremamente forte."
“Uma Europa forte é uma NATO forte”
Vor der Leyen também transmitiu a mensagem: "Uma Europa forte é uma NATO forte."
Von der Leyen afirmou estar determinada a colmatar as lacunas observadas na postura de defesa e disse: "Para esse fim, destinámos 800 mil milhões de euros até 2030 para uma indústria de defesa mais forte. Não queremos apenas uma base industrial de defesa robusta; queremos também empreender mais iniciativas conjuntas com a Ucrânia, porque eles são extremamente inovadores e têm experiência em campo de batalha. Claro que queremos também mais aquisições conjuntas no seio da UE, pois isso significa interoperabilidade."













