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Líderes da NATO abrem o último dia da Cimeira de Ancara com foco no Árctico, Irão e Ucrânia
À medida que a cimeira entra no seu segundo e último dia, os líderes concentram-se na segurança do Árctico, nos gastos de defesa, nas ambições nucleares do Irão e no apoio militar à Ucrânia antes das conversas a portas fechadas.
Líderes da NATO abrem o último dia da Cimeira de Ancara com foco no Árctico, Irão e Ucrânia
Rutte atribuiu a Trump o mérito de ajudar a reequilibrar os gastos de defesa transatlânticos. / AFP

Líderes da NATO chegaram na quarta-feira a Ancara para o segundo e último dia da cimeira da aliança, com a segurança no Ártico, os gastos com defesa, as ambições nucleares do Irão e o apoio militar à Ucrânia a dominar as declarações à chegada, ainda antes das reuniões a portas fechadas.

O chefe da NATO, Mark Rutte, disse que os aliados devem garantir que a Rússia e a China não obtenham maior acesso ao Árctico, descrevendo a região como um teatro estratégico cada vez mais importante. Respondendo a questões sobre a Gronelândia, Rutte afirmou que a NATO tem "um bom processo" em vigor em relação à ilha.

Ao discutir a segurança no Médio Oriente e a navegação no Estreito de Ormuz, ele disse esperar que os aliados reafirmem que o Irão "nunca, jamais deve pôr as mãos numa capacidade nuclear."

Rutte creditou ao Presidente dos EUA, Donald Trump, o facto de ter ajudado a reequilibrar os gastos com defesa entre a América do Norte e a Europa, dizendo que a aliança entrou numa fase mais forte que descreveu como "NATO 3.0."

A Primeira‑ministra dinamarquesa Mette Frederiksen afirmou que a principal prioridade da cimeira deve ser acelerar o rearmamento da Europa e ampliar a base industrial de defesa da aliança para fortalecer a dissuasão de longo prazo da NATO.

Questionada sobre a Gronelândia, Frederiksen disse que a Dinamarca estava preparada para defender "cada centímetro da NATO", incluindo a ilha do Árctico, se ela fosse atacada.

O Presidente polaco Karol Tadeusz Nawrocki disse que Varsóvia quer estabelecer uma base permanente para tropas americanas na Polónia, sublinhando o contínuo apelo do país por uma presença militar norte-americana mais forte e de longo prazo na ala oriental da NATO.

O Primeiro‑ministro húngaro Peter Magyar reiterou a oposição de Budapeste a um envolvimento militar mais profundo na Ucrânia, dizendo que a Hungria não forneceria armas nem tropas ao país.

Os comentários evidenciaram um amplo acordo entre os aliados sobre o reforço das capacidades de defesa, ao mesmo tempo que revelaram diferenças persistentes quanto ao apoio à Ucrânia, enquanto os líderes se preparavam para mais um dia de discussões de alto nível na capital turca.

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