Mais de 5000 pessoas foram detidas desde segunda-feira durante os protestos estudantis em toda a França, disse o Ministro do Interior Laurent Nunez na sexta-feira.
Em entrevista ao canal TF1, Nunez afirmou que "violência urbana" foi registada nas proximidades de 158 estabelecimentos num contexto de violentos protestos estudantis pelo país, que levaram a mais de 5000 detenções.
Ele também anunciou que 735 escolas foram afetadas e que 1.747 detenções foram realizadas, acrescentando que a mobilização foi "surpreendente" pela sua "escala".
Centenas de escolas permanecem fechadas ou sofreram perturbações, enquanto prisões em massa e feridos foram relatados em toda a França na sexta-feira, à medida que os protestos estudantis por melhores condições de ensino continuavam a decorrer.
O ministro disse que foram lançados projéteis e que polícias, professores, jornalistas e transeuntes foram atacados.
Na quinta-feira, 900 manifestações foram relatadas fora de escolas e quase 2000 detenções foram realizadas, segundo as autoridades, com mais de 300 polícias e guardas também feridos.
Várias organizações que representam o movimento estudantil, juntamente com grupos políticos de esquerda e extrema-esquerda, convocaram uma segunda ronda de mobilização a 6 de outubro contra o que descrevem como "repressão" policial.
Estudante perde a visão num olho
Um estudante de 16 anos que foi ferido durante protestos em Tours, cidade no centro da França, perdeu a visão num olho, segundo reportagem da France Info.
O adolescente foi atingido por um LBD-40, conhecido como Lanceur de balles de défense (arma lançadora de balas de defesa). A arma controversa usada pela polícia francesa já causou ferimentos graves em protestos anteriores.
O jornal La Nouvelle Republique relatou que o jovem de 16 anos "ainda está hospitalizado" e foi ouvido pela Inspeção Geral da Polícia Nacional na sexta-feira.
Polícia acusado de tentar afogar estudante
Na sexta-feira, imagens de vídeo partilhadas pela Alertes Infos no X pareceram mostrar um polícia a tentar afogar um manifestante em Belfort.
"Pode-se ver o polícia a segurar a cabeça do jovem debaixo de água por longos segundos", disse a Alertes Infos.
No entanto, o procurador público de Belfort, Paul-Edouard Lallois, rejeitou mais tarde as alegações, dizendo que o polícia estava a prender um suspeito que alegadamente terá tentado atear fogo antes de se deslocar para outro local para evitar ser atingido.
Lallois afirmou que o polícia e o jovem perderam o equilíbrio e caíram no rio enquanto o polícia tentava algemar o homem por resistência à prisão. O polícia então puxou o jovem para fora da água antes de algemá-lo, acrescentou Lallois.
Em resposta ao vídeo, Antoine Leaument, deputado do partido de esquerda La France Insoumise, marcou o ministro do Interior buma publicação no X, instando-o a pedir calma "entre os homens sob a sua responsabilidade".
"Esta intervenção não cumpre nenhuma das regras de manutenção da ordem. Nenhuma", escreveu Leaument.



















