A Türkiye condenou a intervenção de Israel contra a flotilha Global Sumud, com destino a Gaza, em águas internacionais, descrevendo-a como “um novo ato de pirataria”.
Num comunicado divulgado na segunda-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Türkiye afirmou que as forças israelitas intervieram contra a flotilha, que transportava ajuda humanitária para Gaza.
“Condenamos a intervenção levada a cabo pelas forças israelitas em águas internacionais contra a flotilha Global Sumud, formada para entregar ajuda humanitária a Gaza e que constitui um novo ato de pirataria”, declarou o ministério.
O ministério assinalou que cidadãos de quase 40 países se encontravam a bordo da flotilha e afirmou que as “políticas de ataque e intimidação” de Israel não impedirão a solidariedade internacional para com o povo palestiniano.
Apelou ainda a Israel para que cesse imediatamente a intervenção e liberte incondicionalmente os participantes detidos.
O ministério acrescentou que as autoridades turcas estão a tomar as medidas necessárias para garantir o regresso seguro dos cidadãos turcos a bordo da flotilha e que acompanham de perto os acontecimentos em coordenação com outros países.
“Ato desumano de barbaridade”
O exército israelita atacou na segunda-feira a flotilha humanitária Global Sumud, com destino a Gaza, em águas internacionais. Transmissões em direto da flotilha mostraram forças navais israelitas a intercetar as embarcações uma a uma.
O jornal israelita Yedioth Ahronoth noticiou que os activistas detidos a bordo da flotilha estavam a ser transferidos para um navio da marinha descrito como uma “prisão flutuante”, antes de serem levados para o porto de Ashdod.
A flotilha de ajuda Global Sumud exigiu “passagem segura” para a sua missão humanitária em Gaza, acusando Israel de praticar “atos ilegais de pirataria”.
Num comunicado, a flotilha afirmou que as forças israelitas atacaram o primeiro dos seus barcos “em plena luz do dia”, em águas internacionais, enquanto embarcações militares intercetavam a frota.
“Exigimos passagem segura para a nossa missão humanitária legal e não violenta”, refere o comunicado.
Separadamente, o porta-voz do AK Party, Omer Celik, condenou a intervenção de Israel contra a flotilha humanitária na rede social X, pertencente à empresa norte-americana, afirmando: “A intervenção de Israel contra a Flotilha Sumud é um ato desumano de barbaridade. Todos os atores que defendem o direito, a justiça e os direitos humanos devem posicionar-se contra esta barbaridade.”
O diretor de Comunicações, Burhanettin Duran, declarou noutra publicação no X que “intervir contra defensores dos direitos humanos e atacar civis indefesos é um ataque direto à consciência da humanidade”.
Acrescentou ainda que é “uma obrigação da comunidade internacional, especialmente dos países cujos cidadãos se encontram a bordo da flotilha, garantir a segurança dos civis e responsabilizar os perpetradores perante o direito internacional”.


















