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Protestos estudantis em França degeneram numa onda de caos à escala nacional
À entrada da terceira semana, os protestos à escala nacional já provocaram milhares de detenções e mais de 1.000 feridos, na sua maioria estudantes.
Protestos estudantis em França degeneram numa onda de caos à escala nacional
Artista Gráfico: Busra Ozturk, Produtor: Nurdan Erdogan Gokhan / TRT World

O que começou por ser uma greve contra a falta de pessoal numa escola secundária dos arredores de Paris, a 17 de setembro, acabou por degenerar em episódios de violência por toda a França, depois de os alunos do ensino secundário se juntarem aos professores nas linhas de piquete.

À entrada da terceira semana, os protestos à escala nacional já provocaram milhares de detenções e mais de 1.000 feridos, na sua maioria alunos.

Organizações de defesa dos direitos humanos, sindicatos e estudantes acusaram as autoridades de recorrerem ao uso desproporcionado da força.

Na sequência de um incidente ocorrido a 5 de outubro, em que um jovem manifestante perdeu uma mão depois de um agente policial lhe ter lançado uma granada de efeito atordoante, a polícia francesa suspendeu a utilização destes dispositivos. Entretanto, o Presidente Emmanuel Macron convocou uma reunião de emergência, numa altura em que a violência se intensifica.

A agitação evidencia uma profunda insatisfação com problemas estruturais do sistema educativo francês, incluindo a falta de professores, a sobrelotação das salas de aula, a degradação das infraestruturas e as desigualdades regionais, agravados pelos cortes orçamentais propostos.

“As autoridades educativas não estão a investir o suficiente nos subúrbios. É uma questão de discriminação de classe e de racismo”, afirmou um dos estudantes manifestantes.

De acordo com dados do Ministério da Educação, durante o ano letivo de 2024-2025, quase 10% dos tempos letivos nas escolas públicas do ensino secundário ficaram sem professor.