A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o seu governo concordou em permitir que a seleção nacional de futebol do Irão permaneça no México durante o Campeonato do Mundo, acrescentando que os Estados Unidos não quiseram acolher a equipa.
Sheinbaum disse na segunda-feira que o organismo que rege o futebol, a FIFA, contactou o seu governo depois de os EUA terem indicado que não queriam que a seleção iraniana permanecesse no país durante o torneio, apesar de o Irão disputar aí todos os seus três jogos da fase de grupos.
“Não temos qualquer razão para lhes negar a possibilidade de permanecer no México”, afirmou Sheinbaum na sua conferência de imprensa diária.
A Casa Branca e o Departamento de Estado dos EUA não responderam de imediato a pedidos de comentário.
Mehdi Taj, presidente da federação de futebol do Irão, disse no sábado que a base da equipa seria transferida do Arizona para a cidade fronteiriça mexicana de Tijuana durante o torneio.
A equipa tinha inicialmente planeado estabelecer o seu campo em Tucson, no estado norte-americano do Arizona.
Taj acrescentou que a mudança ajudaria a evitar complicações relacionadas com vistos e que a seleção poderia viajar diretamente para o México em voos da Iran Air.
A participação da equipa iraniana no torneio de 11 de junho a 19 de julho já estava em dúvida desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão no final de fevereiro.
O Irão vai disputar os seus dois primeiros jogos do Grupo G em Los Angeles, contra a Nova Zelândia a 15 de junho e contra a Bélgica a 21 de junho, antes de enfrentar o Egito em Seattle a 26 de junho.
O Irão e os Estados Unidos romperam relações diplomáticas em 1980, após dezenas de cidadãos norte-americanos terem sido mantidos reféns durante mais de um ano na embaixada dos EUA em Teerão.













