A União Europeia afirmou esta terça-feira que os seus diplomatas permanecerão em Kiev, apesar do aviso da Rússia sobre ataques contínuos à capital ucraniana.
“A UE mantém a sua presença e operações em Kiev, e estas ameaças cheiram a desespero”, declarou a porta-voz da Comissão Europeia, Anitta Hipper, durante uma conferência de imprensa em Bruxelas.
“Eles querem espalhar medo e isolamento na Ucrânia e noutros locais, mas temos uma mensagem clara: isso não resultará”, acrescentou.
Reforçando declarações da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, Hipper afirmou que a Rússia está “a perder no campo de batalha” e voltou a atacar civis e infraestruturas não militares.
“Estes ataques são, infelizmente, uma realidade diária para a Ucrânia, para Kiev e para os seus cidadãos, incluindo também a nossa delegação no terreno”, afirmou Hipper, acrescentando que a sede da missão civil da UE foi atingida no que descreveu como “ataques irresponsáveis”.
“Total desrespeito”
Hipper revelou ainda que a UE convocou o encarregado de negócios da Rússia devido aos mais recentes desenvolvimentos.
Segundo afirmou, o incidente demonstra que a Rússia “não está absolutamente interessada em qualquer paz” e revela “um total desrespeito” pelos esforços em curso nesse sentido.
A UE continuará a apoiar a Ucrânia através de ajuda adicional na defesa aérea e apoio financeiro, acrescentou, referindo que os ministros dos Negócios Estrangeiros deverão discutir um aumento da pressão sobre a Rússia numa próxima reunião informal.
Na segunda-feira, a Rússia instou os residentes de Kiev, incluindo diplomatas e funcionários de organizações internacionais, a abandonarem a cidade “o mais rapidamente possível”, antes do que descreveu como “ataques sistemáticos” contra instalações ligadas à indústria militar ucraniana.
Moscovo afirmou que os ataques visariam locais relacionados com a produção de drones e centros de comando, após um alegado ataque ucraniano na região de Luhansk, controlada pela Rússia, que terá provocado a morte de 21 pessoas.
A Ucrânia rejeitou as acusações, afirmando que as suas forças visam apenas infraestruturas militares, em conformidade com o direito humanitário internacional.
A guerra entre a Rússia e a Ucrânia prossegue desde 2022, tornando difícil a verificação independente das alegações feitas no campo de batalha.
















