A Rússia e a Ucrânia trocaram acusações sobre ataques noturnos com drones e mísseis na segunda-feira, enquanto Moscovo alertava cidadãos estrangeiros e diplomatas para abandonarem Kiev antes do que descreveu como ataques planeados contra os “centros de tomada de decisão” da capital ucraniana.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia afirmou, num comunicado, que futuros ataques teriam como alvo tanto “centros de tomada de decisão como postos de comando”, apelando a cidadãos estrangeiros, incluindo pessoal diplomático e organizações internacionais, para deixarem Kiev “o mais rapidamente possível”.
O aviso surgiu depois de as autoridades russas terem afirmado que seis pessoas foram mortas em ataques ucranianos durante a noite, em várias regiões.
Na região de Bryansk, o governador interino Yegor Kovalchuk afirmou que uma pessoa morreu e outra ficou ferida num ataque de artilharia à aldeia de Belaya Beryozka. Vários edifícios de apartamentos, casas e instalações públicas também ficaram danificados.
Escalada da guerra de drones
Na zona controlada pela Rússia da região de Donetsk, quatro pessoas, incluindo dois menores, morreram num ataque ucraniano com drones, segundo o presidente da câmara nomeado pela Rússia, Ivan Gorlovkin.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os seus sistemas de defesa aérea intercetaram 173 drones em 14 regiões, incluindo a Crimeia anexada.
Entretanto, o Estado-Maior da Ucrânia acusou a Rússia de lançar 262 drones durante a noite, dizendo que 246 foram intercetados ou neutralizados.
Oleh Syniehubov, chefe da administração militar da região de Kharkiv, disse que as forças russas realizaram ataques com drones em Kharkiv e em 21 localidades da região nas últimas 24 horas, ferindo 18 pessoas, incluindo uma criança.
Na região de Sumy, uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas em ataques russos no mesmo período, afirmou o governador regional Oleh Hryhorov.
A verificação independente das alegações de ambas as partes continua difícil devido à guerra em curso.









