Um milhão de crianças no Afeganistão que sofrem de desnutrição aguda grave correm risco de morte caso não haja ação para socorrê‑las, de acordo com o Programa Alimentar Mundial.
Na terça‑feira, em declarações à imprensa a partir da capital Cabul, Tajudeen Oyewale, representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Afeganistão, disse: "No total, 3,7 milhões de crianças sofrem de 'wasting' (um tipo de desnutrição aguda conhecido como 'wasting': emagrecimento/definhamento), e um milhão delas apresenta desnutrição aguda grave que põe as suas vidas em risco."
Oyewale enfatizou: "Se não forem tratadas e não houver intervenção rápida, esse milhão de crianças estará sujeito ao risco de morte."
Segundo o Programa Alimentar Mundial (PMA/WFP), devido aos terramotos mortais do ano passado, às várias catástrofes climáticas ocorridas este ano e aos milhões de afegãos que regressaram do Irão e do Paquistão desde 2023, cerca de 14 milhões de pessoas no país — que tem mais de 45 milhões de habitantes — sofrem com insegurança alimentar aguda.
A organização informou no início de agosto que as taxas de desnutrição aguda atingiram níveis críticos entre as crianças este ano.
Segundo dados da UNICEF, desde o início do ano mais de meio milhão de crianças procuraram centros de saúde com queixas de 'wasting' (emagrecimento/definhamento).
O programa de nutrição da UNICEF no Afeganistão precisa de cerca de 180 milhões de dólares este ano; no entanto, segundo a organização, até agora apenas 22% desse montante foi financiado.
Entretanto, em meados de agosto, as Nações Unidas anunciaram que mais de 700 camiões carregados com alimentos e suprimentos humanitários básicos chegaram ao Afeganistão via Paquistão.


















