AMÉRICA LATINA
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Presidente Lula denuncia política de Trump baseada na "lei do mais forte"
O presidente brasileiro apelou a um maior respeito pela soberania nacional e a um multilateralismo mais forte nas relações internacionais.
Presidente Lula denuncia política de Trump baseada na "lei do mais forte"
Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa durante a 81.ª sessão das Nações Unidas

O Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Presidente dos EUA, Donald Trump, detém o direito democrático de governar os Estados Unidos, mas não outras nações, insistindo que Washington deve respeitar a independência soberana dos outros países.

«O Trump foi eleito para ser presidente dos EUA. Ele tem o direito de governar para EUA, mas ele não tem o direito de governar outros países.», afirmou Lula numa entrevista à CNN.

«Não tem o direito de impor a sua vontade», acrescentou Lula. «Gosto de ser respeitado e de demonstrar respeito.»

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Lula criticou veementemente o que caracterizou como a abordagem unilateral de Trump à política externa, argumentando que as nações devem reforçar o multilateralismo internacional para resolver disputas globais.

«A melhor forma de manter o mundo em harmonia é fortalecer o multilateralismo», afirmou à CNN Brasil.

Lula afirmou que a visão de mundo de Trump assenta na noção de que a nação mais poderosa pode ditar condições aos outros: «EÉ um jeito de governar quando você diz que eu sou forte, eu sou maior, eu sou mais rico, eu posso tudo e o restante tem que obedecer. É a chamada lei do mais forte, eu não concordo com esse tipo de lei

O chefe de Estado brasileiro tem contestado regularmente a postura de Trump em matéria de relações externas, à medida que os atritos entre Brasília e Washington se intensificam devido às restrições comerciais e à pressão diplomática norte-americana.

Lula chegou a Nova Iorque no domingo, antes da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Embora tenha salientado que o Brasil procura um diálogo contínuo e negociações construtivas com Washington, Lula sublinhou que o seu país recusará imposições externas.

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