A Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos criou secretamente um grupo de trabalho dedicado a Cuba para intensificar a pressão sobre o governo cubano e expandir as operações de recolha de informações dirigidas contra a ilha, noticiaram os meios de comunicação norte-americanos na quarta-feira.
Citando fontes informadas sobre a iniciativa, o New York Times afirmou que o grupo de trabalho permitirá à agência direcionar rapidamente mais recursos financeiros, humanos e técnicos para Cuba, no âmbito dos esforços do Presidente Donald Trump para promover mudanças económicas, políticas e de liderança em Havana.
Segundo a reportagem, o grupo de trabalho já começou a reforçar a sua equipa com agentes operacionais, analistas de informações, especialistas em ciberoperações e responsáveis por operações encobertas de influência.
A reportagem refere que o mandato do grupo de trabalho consiste em criar divisões no seio da elite política cubana, na esperança de incentivar a substituição de responsáveis considerados anti-americanos por dirigentes mais recetivos às exigências de Trump.
Segundo o jornal, a CIA recusou comentar.
Durante o seu segundo mandato, Trump tem seguido uma campanha de pressão em várias frentes contra Cuba. A campanha começou com esforços para interromper o fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba, uma importante fonte de energia para a ilha. Prosseguiu após o rapto do antigo presidente Nicolás Maduro, na Venezuela.
Há vários meses, os Estados Unidos bloqueiam os portos do país, privando-o das importações de combustível. O bloqueio desencadeou uma grave crise energética, provocando cortes generalizados no fornecimento de eletricidade e perturbações na vida quotidiana.
Cuba é um Estado comunista de partido único que continua na esfera de influência da China e da Rússia. As relações entre os Estados Unidos e Cuba foram marcadas por fortes tensões durante a Guerra Fria, quando a ilha servia de posto avançado soviético a apenas 90 quilómetros da costa norte-americana.
Após a tomada do poder por Fidel Castro, a família Castro governou Cuba diretamente durante quase seis décadas. O seu irmão, Raúl Castro, sucedeu-lhe e deixou o cargo em 2018. Embora o Presidente Miguel Díaz-Canel lidere o país desde 2018, a família Castro continua a exercer uma influência considerável nos assuntos cubanos.




















